29 de fevereiro de 2012

Sobre o Aborto


O aborto não deve ser analisado apenas como uma questão de religião, trata-se do controle do corpo da mulher. O aborto é uma realidade cada vez mais presente em nossa sociedade, e muitos países já o legalizaram. Mas nos países onde não é legalizado, o aborto também é uma realidade.  Acontece que abortos ilegais acabam matando a mulher. Quando um País não legaliza o aborto, acaba condenando muitas mulheres à morte. 

Na discussão sobre o aborto a mulher quase nunca existe como indivíduo. Um embrião passa a ser muito mais importante que a mulher que o sustenta e carrega. Dizem que é adolescente irresponsável ou mulher que saiu abrindo as pernas dando por aí que abortam. Mas de acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, a maioria das mulheres que abortam tem entre 20 e 29 anos e estão em relacionamento estável.

O que as pessoas que são contra o aborto não entendem é que a mulher que aborta não quer seguir com a gravidez. Ela não quer estar grávida. Nem é questão de poder ou não sustentar a criança. É não querer estar grávida. É o corpo dela! Toda pessoa tem direito de ter autonomia sobre o seu próprio corpo. Tanto faz se é vagabunda, se é prostituta, se é irresponsável ou se é mãe de família. O corpo é dela!

Se a mulher que faz aborto é irresponsável, então podemos dizer que 20% da população feminina é irresponsável, pois de acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada cinco mulheres de até 40 anos de idade já fez aborto.

Texto elaborado com base no artigo de Lola Aronovich intitulado “Mulher, esse ser irresponsável que só quer abortar”.

14 de fevereiro de 2012

Sobre o Carnaval, sacanagem, hipocrisia e falso moralismo


A blogueira Letícia Fernandez publicou um texto bem interessante sobre carnaval e hipocrisia. Seguem alguns trechos. O link para o texto completo está no fim deste post.

“Afinal, o que é o carnaval? (...) Para a maioria, a grande desculpa para beber até cair, andar seminu e beijar quantas bocas acharem pelo caminho. E ver muita, muita mulher pelada na televisão e nos desfiles de escola de samba.
Durante uma semana temos passe livre para a esbórnia, a putaria, a suruba. Se todo mundo acha isso tão normal, por qual razão não agimos assim no resto do ano?
(...)
Mas, no fundo, é isso que todo mundo quer. Transar com várias pessoas. Transar todos os dias do feriado. Ficar muito doido e trepar, trepar e trepar. Nada contra. Pelo contrário. Só fico encafifada porque acham isso tão errado no resto do ano.
Por que precisam de desculpas momescas para cair na orgia? Ou, pelo menos, para achar a orgia normal? Durante uma semana podemos fazer o que quisermos com nossos corpos e não chocar ninguém, mas nas demais 51 semanas do ano temos de ser pudicos?
Pois eu sou a favor de 366 dias de muita sacanagem, muitos corpos nus e nenhum falso moralismo. Está de camisinha? É consensual? Então vamos nessa. Nem todo carnaval precisa ter seu fim.”

Trecho do texto “Carnaval, a festa da hipocrisia”, escrito por Letícia Fernandez e publicado no Blog Cem Homens, em 14/02/2012.

8 de fevereiro de 2012

Caminhos Incríveis

Algumas paisagens onde a natureza se harmoniza com a engenhosidade humana para formar belos e inusitados caminhos captados por excelentes fotógrafos.