21 de dezembro de 2013

Trechos de Livros: A Mãe - Máximo Gorki

Em 1907 Máximo Gorki publica o romance "A Mãe", que é um retrato dramático e fascinante da luta revolucionária vista a partir da ótica familiar e do mundo dos trabalhadores. O trecho abaixo, retirado da primeira parte do livro, capítulo XXI, continua mais atual do que nunca! Confira:


"Os corações estão todos despedaçados pela diversidade dos interesses, roídos pela cega avareza, mordidos pela inveja, cobertos de chagas e feridas purulentas... de mentira, de covardia. Os homens são uns doentes, que têm medo de viver... perdidos como num nevoeiro... conhecendo apenas a sua própria dor. Mas eis que aparece um homem que ilumina a vida com o fogo da razão e grita.'Eh! pobres insetos perdidos! Chegou o tempo de compreenderem que têm todos os homens interesses e o mesmo direito à vida e ao desenvolvimento!' O homem que clama está isolado, sente-se triste e tem frio sozinho. E ao seu chamado, todos os corações se reúnem, formando um coração imenso, forte, sensível como um sino de prata. E este sino canta assim: 'Uni-vos, homens de todos os países, formai uma única família! A mãe da vida é a afeição e não o ódio!'
(...)
A terra está farta de suportar a injustiça e a dor; ecoa como se quisesse responder, saudando o novo sol que desponta no peito do homem!
(...)
Sabem? há ainda muitas dores reservadas aos homens; ainda muito sangue será derramado por mãos cruéis. Mas tudo isto, toda a minha dor e todo o meu sangue, nada são perante o que já possuo no meu cérebro, na minha medula, nos meus ossos! Já sou rico, como uma estrela é rica em cintilações. Suportarei tudo porque tenho em mim uma alegria que ninguém nem coisa alguma matará e que é a minha força!"

Máximo Gorki, trecho do livro "A Mãe", primeira parte, cap. XXII.


Máximo Gorki, pseudônimo de Aleksei Maksimovich Peshkov (1868 –1936), foi um escritor, romancista, dramaturgo, contista e ativista político russo. Gorki foi escritor de escola naturalista que formou uma espécie de ponte entre as gerações de Tchekhov e Tolstoi, e a nova geração de escritores soviéticos.


20 de dezembro de 2013

Ainda dá tempo


"Para começar uma mudança, é preciso primeiro acreditar que ela é possível. O mundo é de todos nós e precisa do nosso otimismo para que o ímpeto de mudar se transforme em uma mudança real, e acreditamos que isso só é possível começando por uma transformação interna. Mudando nosso jeito de pensar, mudamos nosso jeito de agir e agindo mudamos o mundo. Ainda dá tempo."

Clique aqui para acessar o vídeo do projeto independente cujo objetivo é nos fazer refletir sobre o parágrafo acima.

 

16 de dezembro de 2013

Poema de Natal (Vinícius de Moraes)
















Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.


Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

 
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

 
 Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.


Vinícius de Moraes
Rio de Janeiro, 1946
 


Vinícius de Moraes (Rio de Janeiro, 1913 – 1980) foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro. Poeta essencialmente lírico, notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vinicius_de_Moraes


9 de dezembro de 2013

15 coisas que ninguém te diz (Parte 2)

Segue a parte 2 da série "15 coisas que ninguém te diz".
Clique aqui para acessar a parte 1.
Os cartoons aqui compartilhados foram copiados do blog Stuff No One Told Me, do cartunista Alex Noriega.
Obs.: A tradução é minha. 

 "Algumas pessoas pensarão que é normal te julgar... 
Tente não ser como elas. E ignore-as."

 "É normal mudar de opinião sobre as pessoas e as coisas na sua vida... Apenas tente fazer sentido.

"Não reclame sobre sua vida porque você não tem o carro ou a casa que queria... Ser azarado tem outro siginificado" 

 "Culpa é uma emoção inútil"

 "Analisar demais levará você às conclusões erradas.
- Eu te amo.
- O que você fez de errado dessa vez?"

 "Ninguém está realmente controlando quantas vezes você estragou tudo...
... Então relaxe."

"Sempre haverá pessoas mais bonitas e mais feias que você. Aceite isso e siga em frente..."
 
"As pessoas que mais se esforçam para parecerem fortes geralmente são as que mais precisam de afeto."
 
"Se você sempre tenta parecer esperto acabará sendo um idiota"
 
 "Separe um tempo para ficar ocioso. É bom para você."

 "Desafie-se um pouco a cada dia"

"Modas e tendências são besteiras. Não deixe que elas te enganem"
 
 "Dormir é a coisa mais saudável que você pode fazer sem fazer nada"

"A cerveja é mais saborosa com um amigo."
 
 "Filmes pornô e a Disney são responsáveis pelos seres humanos mais frustrados que eu conheço
- Onde diabos está o meu príncipe encantado?
- Onde diabos está a minha prostituta insaciável?"