8 de novembro de 2013

Esquerda e Capitalismo



Algumas pessoas me criticam quando falo que sou de esquerda. Eles agem como se eu fosse contra o capitalismo e a favor da implantação do socialismo ou do comunismo no Brasil. Mas isso não é verdade. Em minha opinião o capitalismo é a melhor alternativa. Até mesmo porque o mundo já teve experiências mal sucedidas com o socialismo. Cuba e União Soviética nos mostraram isso.
No meu caso, ser de esquerda não significa ser contra o capitalismo. Apesar de não ser perfeito, acredito que este é o sistema mais apropriado atualmente. Por exemplo, eu admiro os empresários bem sucedidos, que conquistam seus objetivos por mérito próprio e que geram empregos e riqueza para o País. Fico satisfeito quando consigo adquirir alguns bens materiais que só o capitalismo poderia me oferecer, como um colega me disse uma vez.
Mas por que me considero de esquerda? Porque sou a favor de algumas coisas que são naturalmente relacionadas à esquerda, mas que também podem, em alguns casos, fazer parte do pensamento de algumas pessoas da direita. São elas:
Sou a favor da descriminalização das drogas, do aborto, do reconhecimento da profissão das garotas de programa e dos direitos dos homossexuais (união civil, adoção etc.). Acredito que a interferência do estado nestas questões é um abuso contra as liberdades individuais.
Sou contra a intervenção da Igreja no Estado (sou ateu).
Sou contra a violenta repressão do estado às manifestações por melhores condições de vida.
Sou a favor da reforma agrária.
Sou a favor da meritocracia, mas por ter crescido em um ambiente de pobreza, percebi que nem todos têm as mesmas oportunidades na vida, por isso apóio políticas de fomento a questões sociais com o objetivo de melhorar a distribuição de renda e fornecer oportunidades a grupos historicamente excluídos (bolsa família, cotas etc.).
No caso do petróleo, acredito que, por ser um recurso escasso e estratégico (vide as guerras por conta desta commodity), deve ser controlado pelo estado, e não privatizado para empresas americanas e de outros países. Mas reconheço que em alguns setores a privatização foi positiva.
Enfim, nem sempre ser de esquerda significa odiar o capitalismo e amar o socialismo.

Obs.: Há um teste interessante no site da Revista Veja chamado politicômetro que situa a pessoa no campo das liberdades individuais e da relação entre o estado e a economia. Trata-se de um questionário com vinte perguntas. Eu fiz o teste e o meu resultado foi o seguinte:

“Você é um liberal de esquerda. Acredita que o estado deve intervir em alguns setores da economia, mas defende que não existam restrições às liberdades individuais.”